Há maior felicidade em dar do que em receber

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A Bíblia é um manual de Deus para a vida humana. Dentre todas as suas recomendações está a generosidade. Em sua incomparável sabedoria o Senhor estabeleceu uma forma de não sermos aprisionados pela avareza e pela ganância. A orientação de Deus para a entrega dos dízimos e das ofertas é terapêutica, é curativa, é abençoadora. “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1 Timóteo 6.10). Aqueles que compreendem isso jamais terão falta de coisa alguma, pois estarão agradando Àquele que provê todas as necessidades humanas. O Deus que nos ensina a dar é o Deus que tem prazer em dar!
O Que Você Precisa Saber Antes de Contribuir?
1º) O dízimo não é oferta. O dízimo é uma ordenança dada aos que fazem parte do povo de Deus, e uma demonstração de fidelidade (Provérbios 3.9). A oferta é algo que parte do coração, de forma voluntária, agradecida, visando colaborar com o reino de Deus de forma esporádica. Há, entretanto, um incentivo bíblico para que sejamos generosos em ofertar:“Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente.Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9.6,7).
2º) Dízimo legalista, sem fé, não é bênção! (Lucas 18.9-14). O problema do fariseu é que confiava em si mesmo, não em Deus, apesar de ser um dizimista escrupuloso. Ele dava seus dízimos como uma obrigação da Lei de Moisés, mas não dava seu coração, não dava sua fé! É a fé que salva, que presenteia, não as obras (Hebreus 11.6).
3º) O dízimo não nos livra das demais obrigações para com Deus (Mateus 23.23). O problema dos fariseus é que apesar de serem minuciosos em dizimar, não dizimavam com a motivação correta. Quem dá seus dízimos sem a motivação certa nunca irá para casa justificado. Jesus acrescenta que precisa haver a JUSTIÇA, a MISERICÓRDIA e a FÉ.
JUSTIÇA implica em agir conforme a verdade. É submeter-se a avaliação de Deus, e conduzir a vida segundo aquilo que Deus quer: “…e que é que o Senhor requer de ti senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6.8)
MISERICÓRDIA é se preocupar com as necessidades do seu próximo. É sentir a dor de quem sofre como se fosse sua própria dor. Assim diz o Senhor: “Misericórdia quero, não sacrifícios; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos”. (Oséias 6.6).
FÉ é a visão do invisível, o alcance do impossível. Não somente acreditar que as coisas podem acontecer, mas agir decisivamente para que aconteçam. (Hebreus 11.6).
4º) O dízimo não deve ser um meio de ser obter o favor de Deus. Isso leva à perda da alegria e do crescimento na fé. Ser dizimista não é fazer comércio com Deus. Não se pode negociar com o que é dos outros! O dízimo pertence a Deus. Não posso negociar com Deus aquilo que é seu. Fazer isso é desonesto, e incide em roubo: “Vocês estão debaixo de grande maldição porque estão me roubando… Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova”, diz o Senhor dos Exércitos, “e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las. Impedirei que pragas devorem suas colheitas, e as videiras nos campos não perderão o seu fruto”, diz o Senhor dos Exércitos. “Então todas as nações os chamarão felizes, porque a terra de vocês será maravilhosa”, diz o Senhor dos Exércitos. (Malaquias 3.9-12)
5º) O dízimo não é um meio de exibir status perante a igreja, não é uma forma de conquistar prestígio. Ananias e Safira fizeram isso e mentiram para Deus, e foram mortos (Atos 5.1-11).
6º) Dízimo não é um meio do crente pagar para outros testemunharem de Cristo ou fazerem beneficência em seu lugar. Muito mais do que os nossos dízimos, Deus quer a nossa vida, nosso tempo, nossos talentos, nossas orações, nossos dons, nossa totalidade!
7º) Dízimo não é um meio de subornar a justiça de Deus. O dízimo não nos isenta de viver uma vida correta diante de Deus. Igrejas que favorecem pecadores por serem dizimistas são igrejas infiéis!
8º) Dízimo não é luxo de quem tem mais – “Este mês está sobrando, por isso, vou dizimar”. Fidelidade se demonstra na fartura e na falta! Dízimo é demonstração de fé e confiança no Jehovah Jireh (Deus Provedor): “Ponham-me à prova”, diz o Senhor dos Exércitos, “e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las.” (Malaquias 3.10).
9º) Dízimo não é uma dádiva que se dá à igreja para desencargo de consciência. Ações que procedem de coração culpado não são ações de graças, mas sim, atitudes supersticiosas.
10º) Dízimo não é pagamento. Deus não é prestador de serviço, nem sua igreja. A igreja trabalha para levar o homem a Deus e adorá-lo. Deus é o Senhor do Universo. Por isso, dízimo é devolução de parte daquilo que Deus nos deu, ou seja, 10% de toda nossa renda.
O Dízimo e a Fé
Os 10% de sua renda são um referencial de sua fé. O que vai determinar a qualidade do seu dízimo não é o valor, mas a sua fé, o tamanho do seu amor para com o seu Salvador e a compreensão que você tem do amor de Deus. A qualidade do seu dízimo vem da intensidade do seu amor a Deus.
O dízimo cristão é uma forma de se cultuar a Deus, de expressar sua adoração. Indica que não somente nossa alma e nosso espírito estão envolvidos na adoração, mas todo o nosso ser, inclusive o nosso corpo, com todos o seus envolvimentos materiais (Romanos 12.1-2).
O dízimo é o reconhecimento visível de que entendemos e aceitamos a soberania de Deus sobre o mundo e sobre o nosso viver. Ao entregar os seus dízimos, o cristão está dizendo: JESUS CRISTO É O SENHOR!
Autor: Jadison Oliveira da Matta – Pastor titular da Igreja Batista Zona Sul em SJ Rio Preto – SP